martes, 12 de febrero de 2013

NORTE DE BRASIL Y VENEZUELA


EL NORTE DE BRASIL Y SUR DE VENEZUELA


Brasil y Venezuela estudiarán zona fronteriza de "integración"
Brasil y Venezuela estudiarán zona fronteriza de "integración"
Buscan acercar el norte de Brasil a Venezuela (Créditos: Google)
05:35 p.m. | AFP.- Brasil y Venezuela estudian el establecimiento de una zona de "integración" e "intercambio comercial" entre el norte y el sur de ambos países.

Así fue anunciado este sábado en Caracas por los cancilleres de Brasil, Antonio Patriota, y Venezuela, Elías Jaua.

Patriota y Jaua acordaron una reunión para finales de marzo "para ir dándole cuerpo a una idea (...) de zona (de intercambio comercial) por el norte, especialmente Manaos (norte de Brasil) y la región de Guayana (sur de Venezuela)", explicó Jaua en rueda de prensa.

Según Jaua, se trata de "un viejo sueño" del presidente venezolano, Hugo Chávez, del ex presidente de Brasil Luiz Inácio Lula da Silva y la actual presidenta de ese país, Dilma Rousseff.

"Venezuela está a más corta distancia del norte de Brasil, que los grandes polos industriales" del sur brasileño o de Sao Paulo, agregó Jaua, que aseguró su país podría cubrir algunas necesidades del norte brasileño en materia de combustibles, alimentos y la industria petroquímica, entre otros.

"La idea es acercar el norte de Brasil a Venezuela", informó por su parte el canciller brasileño, que detalló que la reunión de marzo, entre ministros y representantes del sector privado servirá para encontrar maneras de estimular el intercambio comercial en el ámbito energético, agrícola, científico y tecnológico, y la cooperación en el ámbito del transporte y académico.

Patriota, que transmitió su deseo de que Chávez -hospitalizado desde hace dos meses en Cuba tras ser operado contra un cáncer- "se reestablezca lo más pronto posible", recordó que el comercio bilateral entre Brasil y Venezuela es "de los más dinámicos".
Brasil es uno de los principales socios comerciales de Venezuela y en 2012 le significó un superávit comercial de 5.056 millones de dólares, gracias a exportaciones sobre todo en el sector agroalimentario.

Ambos cancilleres revisaron también el proceso de adecuación de Venezuela a la nomenclatura, los aranceles y la reglamentación del Mercosur, bloque integrado por Brasil, Argentina, Uruguay y el temporalmente suspendido Paraguay, al cual Venezuela se integró formalmente el pasado mes de julio.

"Hoy día Venezuela como un miembro pleno del Mercosur se ha acercado aún más a Brasil", aseguró Patriota, quien dijo tener "plena confianza" cumplirá todos los plazos de adecuación al bloque.

COOPERACION IPEA EMBRAPA - VENEZUELA

07/12/2011 10:49
Ipea e Embrapa assinam memorando na Venezuela
Documento foi firmado durante encontro entre Dilma Rousseff e Hugo Chávez, em 1º de dezembro
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Petróleos de Venezuela S. A. (PDVSA) assinaram memorando de entendimento para o estabelecimento, acompanhamento e assessoria em planejamento para o desenvolvimento de projetos agrícolas na Faixa Petrolífera do Orinoco (centro da Venezuela), suas adjacências, e no estado de Sucre (nordeste venezuelano). O documento prevê, ainda, cooperação em ciência e tecnologia por meio da realização de projetos conjuntos.
A parceria foi comentada pela presidenta Dilma Rousseff após o ato: “Quero destacar o Ipea e a Embrapa, que já vinham desenvolvendo um amplo leque de iniciativas (na Venezuela) nos setores de desenvolvimento territorial e agrícola e agora lançam nova parceria com a PDVSA”. Na região do Orinoco, há grande potencial para a expansão agrícola e de integração produtiva com o Norte do Brasil, particularmente com o estado de Roraima e o Polo Industrial de Manaus. No estado de Sucre, há novos investimentos para a produção de gás e na indústria naval, dois setores que têm tido grande desenvolvimento no Brasil nos últimos anos e que apresentam muitas possibilidades de cadeias produtivas articuladas, além de necessidade de incrementar projetos de manejo sustentável de florestas.
Ipea está presente na Venezuela desde em setembro de 2010, realizando estudos sobre integração entre Brasil e Venezuela, oferecendo cursos de capacitação em políticas públicas e planejamento e assessorando diferentes instituições governamentais. A senadora Ângela Portela (PT-RR), que esteve presente no encontro presidencial, ressaltou a importância dos relatórios de pesquisa do Ipea sobre a integração das infraestruturas e cadeias produtivas entre o Norte do Brasil e o Sul da Venezuela. “Solicitamos ao Ipea um diagnóstico socioeconômico de Roraima e as conclusões apresentadas são exatamente no sentido de ampliar essa integração”, afirmou.
Desde junho de 2011, o Ipea tem atuado conjuntamente com a Caixa Econômica Federal em temas relacionados à sustentabilidade econômica, social e urbanística de projetos habitacionais. Para Pedro Silva Barros, titular da Missão do Ipea na Venezuela e representante do Instituto no encontro presidencial, “o documento assinado com a Embrapa permitirá a inédita atuação conjunta de três agências do governo brasileiro no exterior em áreas de grande potencial de integração com o Brasil e em setores que são prioritários para o governo venezuelano”. Ele acrescentou que “se trata de um novo paradigma na cooperação internacional do Brasil, que busca construir um projeto de desenvolvimento comum, associando o nosso desenvolvimento ao dos vizinhos”.
Integração produtiva
Em seu discurso, a presidenta Dilma Rousseff abordou outros dois temas diretamente relacionados com as atividades do Ipea na Venezuela. Primeiro, a chefe de Estado apresentou que, “na área industrial, vamos concluir até abril de 2012 a primeira parte do estudo elaborado em coordenação entre o Ipea e a PDVSA sobre tudo aquilo que é importante para estimular a integração produtiva, inclusive a indústria naval, entre o Brasil e a Venezuela”. O Brasil, por meio do BNDES, financia a construção de Estaleiro da ALBA (AstiALBA) no estado Sucre, cuja execução é realizada pela construtora brasileira Andrade Gutierrez.
Os navios petroleiros que serão produzidos na AstiALBA são dos mesmos modelos dos que começam a ser feitos no novo estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, e há muitas possibilidades de integração produtiva entre eles. A indústria de embarcações fluviais também apresenta grande potencial de articulação entre os dois países. A Venezuela prepara investimentos para a construção de embarcações fluviais no Orinoco, e o Brasil possui indústria tradicional desse tipo em Manaus e novos empreendimentos, como o Estaleiro Rio Tietê, cuja pedra fundamental foi lançada há três meses.
A presidenta concluiu apontando que o tema foi conversado com o homólogo venezuelano: “Nós consideramos que existem imensas oportunidades. Inclusive, uma grande preocupação do presidente Chávez é a integração entre as bacias do rio Orinoco e da Amazônia, como uma forma de integração de infraestrutura regional, utilizando os nossos rios para fazer com que os nossos países se integrem”.  Esse potencial havia sido apresentado em maio de 2011 em relatórios de pesquisa da Missão do Ipea no país vizinho: Região Norte do Brasil e Sul da Venezuela: Esforço binacional para a Integração das cadeias produtivas e A integração de infraestrutura Brasil-Venezuela: a IIRSA (Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana) e o eixo Amazônia-Orinoco.
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR